A norma ABNT NBR 12770:2022 estabelece o método para determinação da resistência à compressão simples de corpos de prova cilíndricos, procedimento que aplicamos rotineiramente em Ananindeua. O subsolo da cidade, situado na Região Metropolitana de Belém, apresenta camadas superficiais de argila mole e laterita típicas da Formação Barreiras. Nesse contexto, o ensaio de compressão simples (UCS) é essencial para estimar a capacidade de carga de fundações rasas, especialmente em projetos onde o estudo de mecânica dos solos já identificou solos coesivos saturados. Executamos o ensaio seguindo os critérios de deformação controlada com taxa de 0,5 a 1,0 mm/min, registrando tensão de ruptura e módulo de elasticidade secante para cada amostra indeformada coletada em campo.
Em Ananindeua, a resistência à compressão simples das argilas moles varia entre 20 e 80 kPa, exigindo controle rigoroso na coleta e no ensaio.
Procedimento e escopo
O crescimento urbano acelerado de Ananindeua a partir dos anos 1980 expandiu loteamentos sobre áreas de várzea e terraços fluviais, onde o solo superficial perde resistência com a chuva intensa típica do clima equatorial. Os parâmetros obtidos no ensaio de compressão simples (UCS) — resistência de pico (qu), deformação axial na ruptura (εf) e módulo de Young (E₅₀) — alimentam diretamente projetos de fundações e taludes. Combinamos este ensaio com calicatas exploratórias para correlacionar a resistência com a estratigrafia local, e com o ensaio CBR quando o subleito receberá pavimentação. A execução segue a ABNT NBR 8492 para amostras com relação altura/diâmetro entre 2,0 e 2,5, e corpos de prova com diâmetro mínimo de 33 mm, garantindo representatividade para os solos argilosos de Ananindeua.
Imagem técnica de referência — Ananindeua
Particularidades da região
Em Ananindeua, muitas vezes vemos que a compactação inadequada de aterros sobre argila mole provoca recalques diferenciais que só aparecem após a entrega da obra. Ignorar o ensaio de compressão simples (UCS) nesses solos leva a projetos superdimensionados ou, pior, subdimensionados. Um caso típico é o de um condomínio no bairro do Coqueiro, onde a ausência de dados de UCS resultou em trincas nas alvenarias após dois anos. O ensaio identifica a resistência não drenada (Su = qu/2), parâmetro crítico para estabilidade de cortes e fundações em solo saturado.
5% – 15% para argilas moles; 2% – 6% para lateritas
Módulo de Young secante (E₅₀)
2 – 8 MPa (argila mole); 15 – 50 MPa (laterita)
Taxa de deformação
0,5 – 1,0 mm/min (ABNT NBR 12770)
Relação altura/diâmetro (H/D)
2,0 – 2,5
Diâmetro mínimo do corpo de prova
33 mm
Serviços técnicos associados
01
Ensaio UCS padrão (ABNT NBR 12770)
Corpo de prova cilíndrico com 33 a 100 mm de diâmetro, deformação controlada a 0,5 mm/min, determinação de qu, εf e E₅₀. Inclui moldagem, cura e rompimento, com relatório individualizado para cada amostra.
02
Ensaio UCS com medição de poropressão
Adicional ao ensaio padrão: instalação de transdutor de poropressão na base do corpo de prova para avaliar geração de excesso de poropressão durante o carregamento, permitindo estimar parâmetros de resistência não drenada (Su) com maior precisão.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas técnicas vigentes
ABNT NBR 12770:2022 – Solo – Determinação da resistência à compressão simples, ABNT NBR 8492(2002) – Standard Test Method for Unconfined Compressive Strength of Cohesive Soil, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ISSMGE TC 304 – Recomendações para ensaios de compressão simples em solos tropicais
Dúvidas habituais
Qual a diferença entre o ensaio de compressão simples (UCS) e o triaxial não drenado (UU)?
O UCS mede a resistência sem confinamento lateral, enquanto o triaxial UU aplica pressão confinante e mede a poropressão. O UCS é mais rápido e barato, indicado para solos coesivos saturados; o triaxial UU fornece parâmetros de resistência (c, φ) que o UCS não oferece.
Em quais tipos de solo de Ananindeua o ensaio UCS é mais indicado?
O UCS é especialmente útil em argilas moles e argilas siltosas saturadas, comuns nas áreas de várzea dos bairros do Coqueiro, Cidade Nova e Centro. Em lateritas e solos arenosos, o ensaio perde representatividade, sendo preferível o triaxial ou o SPT.
Quanto tempo leva para obter o resultado do ensaio UCS em Ananindeua?
O prazo médio é de 5 a 7 dias úteis após a coleta, considerando moldagem, cura (se necessário) e rompimento. Para amostras com alta umidade natural, pode ser necessário até 10 dias para garantir a cura adequada dos corpos de prova.
Qual o custo do ensaio de compressão simples (UCS) em Ananindeua?
Consulte-nos para cotação exata conforme seu projeto.