Quem já trabalhou com terraplenagem em Ananindeua sabe: o solo argiloso da bacia sedimentar do Guamá, combinado com o lençol freático raso, cria condições críticas para ruptura de taludes. Aqui, o platô de 20 m de altitude cede espaço para encostas com declividade suave, mas a saturação após chuvas intensas (média anual de 2.800 mm) eleva o poropressão rapidamente. Por isso, antes de qualquer corte em loteamento novo na BR-316, a equipe técnica realiza a estabilidade de taludes com parâmetros de resistência obtidos em ensaios triaxiais consolidados não drenados. Também é comum associar a análise ao monitoramento de taludes por inclinômetros e piezômetros para capturar deslocamentos ao longo do tempo, especialmente nas áreas de expansão urbana sobre colinas suaves.

Em Ananindeua, a saturação do solo argiloso após chuvas intensas eleva o poropressão e reduz o fator de segurança para valores críticos.